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Apresentação Workshop ‘Retratos do Mar – O Solstício’

Cartaz Flyer Workshop Fotografia Paisagem Sintra Solsticio Helio Cristovao

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Um Workshop especial: fotografar o Mar nos dias em que a luz dourada do Sol tem a maior duração de todo ano!

Inspirado no projecto e livro ‘Retratos do Mar – O Solstício’, da autoria do fotógrafo Hélio Cristóvão, que pretende ser uma «obra de inspiração para visões diferentes de motivos na fotografia costeira», é na data simbólica do Solstício de Verão de 2012, que se propõe a realização de uma atividade especial. E diferente.

Com a particularidade de fotografar durante e nos dias após a ocorrência do Solstício, vamos fotografar nos dias em que a luz dourada do Sol tem a maior duração de todo ano. E com o propósito de realizar um estilo de fotografia menos comum ao fotógrafo de paisagem, sejam perspectivas intimistas ou abrangentes, sendo sempre o mar o motivo essencial.

Incluído neste Workshop está a oferta do referido livro, em formato eBook.

 

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Hundred photos out of focus are a style

 

«One photo out of focus is a mistake, ten photos out of focus are an experimentation, one hundred photos out of focus are a style» Author Unknown

 

Simples. Minimalista. Exposições Múltiplas. Longas. Sem filtros. Edição mínima.

 

Mar Fotografia Multipla Exposição Exposure Helio Cristovao

 

Mar Fotografia Paisagem Multipla Exposição Exposure Helio Cristovao

 

Mar Por do Sol Fotografia Multipla Exposição Exposure Helio Cristovao

 

Mar Fotografia Multipla Exposição Foco Bokeh Exposure Helio Cristovao

 

Mar Fotografia Cabo da Roca Azul Noite Exposure Helio Cristovao

Fotografias realizadas com objectivas Nikkor 20mm f/2.8, 28mm f/2.8 e 50mm f/1.4. Digital. Tripé

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Fotografia de Paisagem. A Pedra do Cavalo

Voltou a ser uma experiência indescritível, não só por pisar o território onde raramente pessoas vão, quase inacessível pelo recorte da falésia face ao mar, como por poder assistir e fotografar com uma luz mágica a paisagem selvagem e a arriba de granito a que chamaram ‘Pedra do Cavalo’:

Portugal Sintra Selvagem Cabo da Roca Mar Luz Dourada Helio Cristovao

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Fotografia ‘Alma do Mar’

Novidades. Estou a trabalhar em muitas, na parte da minha vida na fotografia de natureza. Parte delas contam com novas fotografias inéditas e nunca publicadas que vão estar por aqui em breve, juntamente com alguma remodelação desta casa… depois de certa ausência em fotos novas pelo site nos últimos tempos. Mas relativamente a este novo trabalho que faz parte do conjunto não o consigo aguentar mais sem o divulgar ao mundo.

Alma do Mar - Praia da Grota ao Guincho e Cabo da Roca Selvagem

Parque Natural Sintra-Cascais. Uma explosão de cores no céu ao Pôr-do-Sol, sob condições raras da quantidade de areia nesta praia, que não se verificava desde há anos.

O que posso dizer sobre esta fotografia? Apenas que ela significa tudo o que procuro ao fotografar paisagem natural, numa paixão continuada e projectos nunca acabados na costa do Cabo da Roca.

 
Se gostam do meu trabalho e se merece partilhem para divulgar:
 

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Lançamento do livro Retratos do Mar – O Solstício

A Natugrafia.com em parceria com o fotógrafo e associado Hélio Cristóvão procedeu ao lançamento conjunto do livro “Retratos do Mar – O Solstício”, da autoria de Hélio Cristóvão.

eBook Retratos do Mar O Solsticio - Pt_En

 

Disponível em exclusivo para leitura a sócios no portal Natugrafia – Associação de Fotógrafos de Natureza em Portugal.

Ler eBook (Sócios Natugrafia)

 

Inspiração. Visões diferentes dos motivos na fotografia costeira. Desde a abertura com um poema por Mário Beirão aos textos sobre o projecto, conceitos, e uma colecção de 18 fotografias inéditas, um mundo a descobrir na fotografia criativa de natureza em paisagens do mar.

Ler Mais…

 

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O Cabo da Roca e a Janela de Tempo

Há vivências memoráveis na fotografia. Mais que isso, definem-nos. Definem um percurso, um estilo pessoal, a procura, as ambições, o querer ir mais além, atingir algo inédito.

 

Esta história passa-se no Cabo da Roca, e é sobre uma das praias selvagens (quase) inacessíveis por via terrestre (entenda-se, neste caso, escalada).

Em conversa com um pescador, a quem ajudei a libertar de um atascamento a sua lambreta pelos acessos às falésias, contou-me que há 11 anos que não desce aquela falésia que dá o acesso directo à praia, que envolve cordas, escada, mais corda, escalada e mais corda… É precisamente esta praia que há muito tempo eu intencionava ir.

Para mim, ela está no Top 3 dos sítios mais extremos/perigosos/selvagens do Cabo da Roca – a saber – Pedra de Alvidrar e Baía do Terramoto tem acessos que roçam o limite do impossível sem equipamento de escalada… mas os pescaladores fazem-nos ou fizeram-nos antigamente, com cordas, algumas ainda existentes, outras que desapareceram com a erosão das arribas.

Esta praia é envolvida por maciço calcário escavado pela erosão marítima que deu origem a cavernas gigantes, várias, são galerias subterrâneas à semelhança da falésia do Cavalo da Adraga, mas aqui em território que quase ninguém conhece, à excepção de pescadores, escaladores ou (talvez) espeleólogos.

 

Não é um local para qualquer um; quantas pessoas tão pouco ousavam a aproximar-se do inicio de um trilho na ravina de três dezenas de metros de altura, para percorrer um carreiro da largura de dois pés juntos e com cordas à mistura para escalar desníveis em plena escarpa sobre um mar revolto lá em baixo? O que o tempo e a experiência me têm ensinado é que não há assim tantos impossíveis, apesar das falésias vertiginosas. Os pescadores têm traçado os seus caminhos e acessos há décadas.

O meu propósito para aceder ao local desde há anos para cá, sem descer directamente a falésia, requer condições verdadeiramente inéditas. Mas é possível. E até por Norte ou Sul!

Durante esta semana, ocorreu uma das marés mais baixas de todo o ano, sob a influência de ondulação fraca, que permite que o mar recue muito para além do habitual. Simultaneamente, uma grande quantidade de areia que não se tem verificado desde há vários anos, estendia um tapete entre a Pedra da Ursa, a Gigante e a Pedra de Alvidrar. Isto são condições raras e muito específicas, e precisamente abre a oportunidade – uma pequena janela de tempo – onde eventualmente será possível contornar o sopé das arribas e aceder aos locais mais improváveis, vedados pelo mar quase todo o ano. Mas só durante uma manhã isto aconteceu, aliás só durante uma hora ou pouco mais.

Fui com o Paulo Lopes, e tivemos a nossa oportunidade. Mas em certo ponto da travessia pela base da ravina, a areia estava mais cavada, e fazia um fundão…

Sim, eu sei, parecia inacreditável atravessarmos a nado. Atravessámos. É manhã, é frio, é a paisagem remota e rigorosa do Cabo da Roca. Mas é onde a pedra e o mar conjecturaram um paraíso muito próprio. E pisámos aquele chão da Praia do Caneiro.

 

Por um lado sente-se a vitória e a conquista, como um novo mundo que se descobre, novas realidades, por outro a frustração. Na passagem do fundão não conseguimos levar equipamento fotográfico.

A janela de tempo fechou-se. No dia seguinte, em que teoricamente a maré seria igualmente baixa, voltei às falésias. A areia ainda lá estava… Mas as ondas eram altas. E voltava a ter o acesso impossível.

 

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Fotografar do Pôr do Sol ao Pôr da Lua

Parque Natural Sintra Cascais

Fotografar a paisagem natural

 

 

«E os ventos despregados
Sopravam rijos na rama,
E os céus turvos anuviados,
o mar que incessante brama…
Tudo ali era braveza
De selvagem natureza»

Almeida Garrett

 

Uma jornada recente, esta é a colecção de fotografias resultante da insistência em fotografar nos mesmos locais – uma praia selvagem no Cabo da Roca – em dias consecutivos desde a Lua Nova até à fase de quarto crescente, variando o Pôr da Lua entre 1h a 4h após o Pôr do Sol. A descida da falésia ao entardecer, e dia após dia, diferentes condições de maré, céu e luz. Esta paisagem costeira é diferente em cada dia.

As cores e elementos da paisagem nas seguintes fotografias são reproduções das situações, luz e cores disponíveis nos momentos de obtenção da fotografia em campo, seja com luz natural do Sol e Lua ou artificial por iluminações de flash ou a iluminação do próprio farol do Cabo da Roca!

Por outro lado, há a criação de ambientes irreais com a combinação de luz em fotografias obtidas em diferentes horários, desde as cores do crepúsculo ao anoitecer à luz nocturna, o que faz parte do processo criativo, da interpretação da paisagem e do estilo pessoal de edição.

Recorrendo a técnicas manuais de combinação de várias exposições da mesma cena, obtém-se o resultado que a máquina não consegue na gestão da gama tonal de uma cena, dado o elevado contraste.

O equipamento utilizado para obtenção destas imagens foi: câmara fotográfica digital, objectivas grande-angular, flashes ou outras fontes de luz artificial, tripés e cabos de disparo de temporizador, filtros de densidade neutra, filtro polarizador e filtros de alteração de temperatura de cor para flash, difusores.

A fotografia nocturna é uma passagem para novas realidades de luz na paisagem natural.

 

Cabo da Roca Praia da Ursa Pôr da Lua Nocturno estrelas

Luar Dourado

O Pôr da Lua, que reflecte tons quentes perto da linha de horizonte, numa fotografia de longa exposição.

 

Cabo da Roca Praia da Ursa nocturno estrelas

Lunar Pedra Nova

Rastos de estrelas numa série de longas exposições, enquanto a luz lateral da lua banha a falésia e os rochedos, a pedra da Gigante é iluminada no cume por luz artificial vinda das povoações.

 

Fotografar do Pôr do Sol ao Pôr da Lua Cabo da Roca Por do Sol Praia selvagem

A Terra do Fim

Tons dourados do pôr do Sol e um céu polarizado, acrescentam a magia na paisagem, com cores quentes nas rochas e ondas de um mar revolto com a maré a subir, que não cede a um instante de distracção nesta zona de marés.

 

Fotografar do Pôr do Sol ao Pôr da Lua - Cabo da Roca Preto-e-Branco céu dramático

Ponta Atlântica

Luz lateral do Sol ao entardecer cria contrastes na falésia, enquanto o céu dramático atravessa a praia e na zona de marés ondas embatem com violência entre os rochedos.

 

A Paisagem Perdida - Cabo da Roca do Pôr do Sol ao Pôr da Lua

A Pirâmide Perdida

Fotografo longas exposições de 8 segundos, num Pôr-do-Sol mágico que ilumina as nuvens que atravessam uma praia selvagem do Cabo da Roca.

 

Sideral Cabo da Roca Praia Selvagem - Pôr do Sol ao Pôr da Lua

Sideral

Um Pôr-do-Sol mágico numa praia selvagem do Cabo da Roca, as nuvens que atravessam rapidamente são iluminadas de luz dourada, enquanto na zona de marés as ondas fortes galgam os rochedos.

 

Cabo da Roca Nocturno estrelas Praia selvagem

Promontório da Lua

O céu estrelado e a face lateral do rochedo em forma de pirâmide são iluminados pela lua, avistando-se ainda o clarão de luz após o por do Sol, enquanto a espuma da água e a rochas recebem pinturas de luz artificial.

 

Cabo da Roca Praia Selvagem Sintra Nocturno Lua

Templo Lunar

Durante uma longa exposição de vários minutos, registo o movimento das nuvens que atravessam a praia, e por alguns instantes nos últimos segundos da exposição, a lua descobre-se.

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Vida marinha nocturna no Espigão das Ruivas

O seguinte portolio de fotografia resulta de sessão nocturna no litoral do Parque Natural Sintra Cascais, uma baía selvagem de escarpas imponentes que atingem 30 metros de altura, recortadas a pique até ao nível do mar.

Entre arribas ainda existem vestígios de antigas casas em ruínas, que testemunham outras épocas de pescadores que ali habitavam. Descendo por um vale que se precipita em cascata com as chuvas do Inverno, alcança-se a baía; enormes rochedos separados do maciço granítico formam vários pináculos ao largo da enseada, aqui a maresia é tão intensa e a paisagem idílica.

Cabo da Roca selvagem Pôr-da-Lua

A lua em quarto crescente aparecia ténue acima do horizonte com as cores do crepúsculo, o ocaso da lua seria cerca das 22h.

Após o Pôr-da-Lua a escuridão quase total, sem nuvens no céu que são tecto reflector da iluminação dos povoados, apenas um brilho se mostra por cima das altas paredes rochosas, e vem de Sul.

A maré vazante já deixava contornar uma falésia alcançando uma outra baía separada pela zona de marés. E é precisamente nesta área que se revelam as piscinas de maré baixa abundantes em vida marinha; pelas 23h30 ocorria uma baixa-mar de 0,50 mt e um novo mundo se descobre na noite.

É de facto uma das marés mais baixas que ocorrem mensalmente nas fases de Lua nova, e é já bastante baixa considerando a amplitude da maré durante todo o ano.

A técnica de fotografia que utilizei na total escuridão, uma mão que agarra a pequena lanterna e ilumina o motivo, ao mesmo tempo que faz zoom e foco na objectiva, e com a outra mão controlo a câmara fotográfica. Toda a luz para obtenção destas fotografias recorre ao uso de flash externo, que pode ser utilizado em bounce flash, wireless remoto para luz lateral, e com o uso de filtros ou não.

A excepção é a primeira fotografia das pedras roladas, obtida manualmente pela sobreposição de duas fotografias (duas exposições consecutivas de 20 segundos) directamente no software da câmara fotográfica; em todas as imagens a edição digital é mínima, os resultados são praticamente os obtidos directamente no acto de fotografar.

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Cabo da Roca vida marinha baía selvagem

Com a subida da maré e após algumas horas a fotografar surgem nuvens que reflectem tons vermelhos nas falésias. É hora de regressar à enseada a Norte antes que o mar suba tal que impeça a passagem. E reunir forças para a subida do trilho que me trouxe e ao Paulo Lopes, o meu companheiro desta jornada, afinal temos para cima de 150 metros de desnível até chegar  ao ponto de partida…

Paulo Lopes e Helio Cristovao Cabo da Roca

 

 

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Cabo da Roca – Dia Europeu de Parques Naturais

Dia 24 de Maio, celebra-se o Dia Europeu de Parques Naturais (EUROPARC Federation). Por forma a assinalar este dia, preparei uma colecção de trabalhos, alguns mais antigos, outros mais recentes mas nunca antes publicados, ora fotografias no campo artí­stico ou mais documental, sendo que todas realizadas no Parque Natural onde desenvolvo mais actividade: Sintra-Cascais. Mais concretamente, o Cabo da Roca. Os motivos: as cascatas, granito e líquenes, arribas, grutas, Pôr-do-Sol e Pôr-da-Lua, crepúsculos da madrugada e da tarde, a flora marinha e as cores da Primavera.

 

O Crepúsculo nocturno na Malhada do Louriçal, 2008

Em 2009, escrevi sobre o Cabo da Roca:

«O Cabo da Roca tem a importância geográfica e o misticismo que lhe é inerente do inevitavelmente sempre citado local mais ocidental do Continente Europeu.
Quanto mais conheço desta área costeira, mais vontade tenho de lá voltar e fotografar, procurar melhor luz, estudar o assunto e ligar-me a essa Natureza, essa outra realidade costeira e selvagem.

A orla costeira está sempre a mudar, seja o ciclo natural dos seres vivos ao longo do ano, ou a quantidade de areia deslocada nas praias e enseadas, ou os calhaus rolados nas zonas de marés que se arrastam à força da água e modelam as baías. O Cabo da Roca nunca pára de me surpreender. Já o havia citado o Autor Português J. Romão, no livro fotográfico editado em 1998 sobre o local. As possibilidades fotográficas são inesgotáveis.
Mas os verdadeiros segredos deste litoral são conhecidos por quem nestes trilhos e rochas há mais anos caminha e permanece. Pescadores de elite, aventureiros fortemente ligados ao mar. Eles nomeiam locais sem nome, rochas e pesqueiros. Sobem por escadas de corda cravadas em rochedos e arribas, descem essas arribas imponentes com o auxílio de cordas com o perigo iminente de não haver uma segunda oportunidade. Desafiam as falésias com destino a locais que parecem acessíveis apenas na imaginação do Homem.

Fotografar no Cabo da Roca é um projecto nunca acabado. É um local com forte magnetismo que nos impele pela sua força – de passagem para o Atlântico – pela grandeza e aspereza das arribas e rochedos magníficos e biodiversidade que nelas habitam. É um local mágico».

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Passados 2 anos, o que mudou para além da persistência, foi a procura de ainda mais, a procura de novas composições e novos desafios, novas interpretações. Este local continua a exercer sobre mim uma busca continuada na fotografia. Quanto mais se aprende sobre ele, mais se verifica que ainda muito há a fazer – numa dimensão de fotografia apenas proporcional à criatividade.

 

Fica o álbum:
(Adobe Flash Player necessário)

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The European Day of Parks was launched by the EUROPARC Federation with the aim of raising the profile of Europe’s protected areas and generating public support for their aims and work“.

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Crónica de Fotografia de Natureza

Viagem, aventura e fotografia nas paisagens costeiras selvagens a Norte do
Cabo de São Vicente, Portugal

Artigo escrito a 28.04.10 por Hélio Cristóvão

Crónica de Fotografia de Natureza

As histórias, emoções, perigos e muitos aspectos da fotografia de paisagem natural mais extrema em meio selvagem na Jornada de fotografia na Costa Vicentina no decorrer do pico de cores de Primavera, pelo fotógrafo de Natureza Hélio Cristóvão.

Os motivos a fotografar:

  • detalhes de escarpas, rochedos, arrifes;
  • grandes vistas, plantas silvestres nas arribas costeiras;
  • enseadas e praias nas marés baixas à hora do nascer pôr-do-Sol;
  • Recorte dos montes e vales costeiros, revestidos da vegetação de Primavera.

Locais:

  • Enseadas e escarpas a Norte do Cabo de São Vicente;
  • Costa selvagem entre Murração/Praia da Barriga e Castelejo;
  • Costa selvagem entre a Grota/Torre de Aspa e Malhão do Infante.

Na Primavera, durante as últimas semanas de Abril, altura em que as cores das planícies, serranias e orla marítima estão ao rubro, estabeleci o meu regresso às paisagens costeiras de espectacular beleza e dramatismo. Aproveitando a intensidade da Primavera, optei por explorar as arribas altas e escuras da Costa Vicentina, que nesta altura do ano se encontram encimadas por extenso coberto de vegetação em flor.

O plano, três a quatro dias de fotografia, permanecendo no terreno desde o nascer ao pôr-do-Sol, explorando zonas costeiras desconhecidas, por vezes das mais inacessíveis, percorrendo topos de arribas, tendo a vegetação como motivo essencial.

Este é o relato das últimas horas desta jornada, o último dia, antes do regresso de 400 Km a casa. É o relato de fotografar ao Pôr-do-Sol de 24 de Abril de 2010, onde sem que eu ainda o soubesse, iria experimentar uma perigosa e arriscada descida e subida de penhasco, para alcançar uma enseada situada entre a Carrapateira e Vila do Bispo.

Durante todo esse dia a luz nunca foi ‘boa’ para fotografar paisagens amplas e grandes vistas, há que conhecer a qualidade da luz (própria) para os vários motivos, e o céu muito nublado – nuvens altas, completamente coberto, sem textura – um céu branco, que não apresenta interesse ao incluir numa fotografia de paisagem. Esta luz difusa e cálida, no entanto, ao fotografar detalhes de Natureza, plantas e perspectivas mais “fechadas” permite evitar sombras e grandes contrastes, podendo vir a gerar bons resultados.

Silver Eye

Silver Eye

Durante a tarde percorri a pé trilhos ao longo dos topos das arribas entre as Praias da Barriga e Murração, ocasionalmente descendo a algumas praias, entre elas o Mareadouro da Escada que implica uma descida de 100mt. de altura, apenas possível com o auxílio de cordas que os pescadores lá fixaram, vencendo grandes desníveis e inclinações sob um piso de xistos erodidos. Lá em baixo, fotografei a falésia que delimita a praia a Sul, tendo em primeiro plano rochas cobertas de musgos, cujos tons verdes por vezes tornavam-se quase fluorescentes, devido à suavidade da luz! As cores estavam vivas.

Subi a escarpa, era hora de me dirigir para Norte, e, contornando os três grandes vales seguintes desço novamente, atravessando o leito do Barranco da Pena Furada. Sigo em direcção a uma praia ainda a Sul de Murração, onde um gigante pináculo piramidal ostenta cerca de 21 mt de altura. O céu não ajudou a fotografar a paisagem, e entretanto chegava a chuva. Nestas ocasiões é importante estar preparado. A máquina fotográfica deve ser protegida com capa impermeável, e o fotógrafo também! Um casaco corta-vento impermeável, leve e que não comprometa a maleabilidade é aconselhável. Fotografo o cenário idealizando já uma transformação para o preto-e-branco, acrescentando o necessário dramatismo entre a claridade do céu e a escuridão global na cena.

Dark Guardian

Dark Guardian

São 18:30h, tenho de tomar uma decisão dentro dos próximos minutos: Espero que as condições nesta praia melhorem – que o céu se apresente com algum detalhe, nem que por momentos apenas umas nuvens surgissem – ou sigo de imediato para a subida que me deu acesso à praia, voltando para trás, uma vez que o local onde quero fotografar ao Pôr-do-Sol é ainda distante para Sul. Nesta última alternativa, há ainda que contornar um pequeno vale que fica na outra vertente da cumeada da praia onde estou, mais, existe ainda uma descida de falésia cujo trilho ainda não conheço completamente. O tempo está a ficar escasso. Volto para trás, e observo o horizonte. Após um dia sem qualquer dramatismo no céu, agora observa-se alguma luz dourada que já está a aparecer. Uma luz típica de trovoada. Mas parece que as condições estariam a mudar. Reúno todas as minhas energias e subo vigorosamente, quero chegar ao destino e tenho pouco tempo.

Spiritual Gate

Spiritual Gate

Estou na crista da escarpa onde tem origem o trilho. A luz ainda está muito escura, chove, o chão está escorregadio. Estou a 105 mt. de altura sobre o oceano. Lá em baixo, vejo a escarpa e o local exacto onde pretendo fotografar. Mesmo após a descida, ainda haveriam cerca de 350 mt. de caminhada na enseada, sempre sob rochas, por vezes polidas e escorregadias.

Durante os primeiros 30 mt. de descida, estou face ao primeiro grande perigo: devido às chuvas fortes ocorreram deslizamentos na arriba, e o trilho da largura de 2 pés juntos foi cortado e divide-se à distância de pequenos saltos em alguns metros, mesmo em cima da vertiginosa escarpa, quase vertical, a dezenas de metros sobre o mar e rochas; É dos momentos em que é preciso acreditar. Fazendo equilíbrio para o penhasco tentando agarrá-lo bem… atravesso com calma, e “sangue frio”; preferia não pensar por agora que teria de cá voltar aquando da subida.

Chego ao patamar dos 70mt. de elevação, é uma proeminência, um “pequeno” cabo que se estende para o mar e termina lá bem em baixo num pesqueiro de camadas estratificadas de xisto, a “Furna do Mirouço”. Quando chego ao pesqueiro, verifico que afinal… ainda estou a uns 50 mt. de distância da enseada para trás de mim! E talvez a uns 15 mt. de altura! E já não há trilho… A única solução é caminhar sobre os patamares da rocha, que se ergue em camadas laminadas, escorregadias. Avanço pela rocha e detecto uma corda, muito difícil de alcançar. Está cravada com ferros em vários pontos, e o objectivo é atravessar lateralmente – contornando a rocha. Não há alternativa. Sem essa corda, seria impossível atravessar. Com todo o cuidado avanço, ainda muitos metros acima do mar, mas com espaço apenas para um pé de cada vez e com a corda a segurar-me. Após a corda, há que saltar para o seixo rolado da enseada.

Wild Glow

Wild Glow

Estou sozinho na verdadeira costa selvagem. Com a mochila às costas e tripé empilhado nela – mais de dúzia de quilos de equipamento, salto de rocha em rocha, a bom ritmo até chegar à ponta de uma das mais impressionantes escarpas da Costa Vicentina. Chegar a este ponto é um feito de experiência acumulada. Uma inexplicável motivação leva-me a pressentir que iria fazer a fotografia! Estou de frente a escarpa dos Caixões. O mar está agitado, mesmo ali à beira do oceano, neste local é preciso observar com muita atenção o comportamento das ondas fortes, estou em plena zona de rebentação, ocasionalmente pego no tripé com a máquina e dou uma corrida para me afastar das maiores vagas. Começa a chover, e fica bastante difícil estudar enquadramentos e compor sobre estas condições. Eu estava a experienciar em tempo real o expoente máximo do puro dramatismo da Natureza, à medida que a chuva fraqueja e cessa, por trás de mim revela-se agora a formação de um espectacular arco-íris acima da linha costeira das arribas! A luz começa a transformar-se, o céu está cada vez a ficar menos nublado e a começar a explodir de cor à medida que o Sol baixa no horizonte. Começo a fotografar.

Optei por voltar para trás até ao local onde havia descido à enseada, mesmo sabendo que ainda não tinha atingido o pico de cores que aquela luz iria oferecer no crepúsculo. Mas não havia tempo. O local é perigoso e precisava de voltar a subir a arriba. Eu já tinha feito a minha fotografia aproveitando vários momentos de luz mágica. Chegando ao limite a Sul das arribas, antes de iniciar a subida, assisto agora a um céu inesquecível, de cores espectaculares, que tenho de fotografar. Monto novamente tripé e máquina. Sem perder muito tempo, e em questão de poucos minutos fiz ainda a última fotografia, incidindo sobre um rochedo que optei por centrar na composição.

Twilight Claw

Twilight Claw

Vou subir por um local diferente, há uma alternativa, uma corda que se estende por vários metros de altura, sem sequer ver o que está a seguir, não há trilho visível, mas ainda assim arrisco. Prefiro arriscar as minhas hipóteses ao invés de voltar à corda e rochas por onde desci. Agarro esta corda e mais uma vez avanço à confiança. Chegando ao fim desta corda, não há caminho perceptível daqui para cima. Está a anoitecer e sinto-me encurralado. Resulta a impressão que dada a acentuada inclinação deste precipício, o rochedo em erosão deslizou, e onde poderia haver um trilho visível, já não existe. Este foi o momento emocionalmente mais forte e exigiu muito controle, observo à minha volta, e vou confiar toda a minha mente à subida. Prontamente começo a escalar à mão livre, agarrando ramos cravados na terra, agarrando rocha e a própria terra, na subida quase vertical, apoio os pés no que me pareciam marcas semelhantes a pequenos degraus da espessura de um pé como que definindo um carreiro de passagem; Consigo vencer esse trecho de subida e volto ao caminho inicial! Dificilmente voltarei a este local sem as minhas próprias cordas e outras medidas de segurança. Após os restantes obstáculos, senti enorme alívio ao chegar ao carro; a aventura, marcante.

A Costa Vicentina tem as paisagens costeiras da contemplação e do fascínio, mas apenas uma mão de praias conhecidas e facilmente acessíveis, no entanto, praticamente toda a orla costeira, por mais elevadas que sejam as escarpas, têm um ou mais acessos. Acontecem situações inacreditáveis e há descidas que deixam a pensar como é possível? Mas os pescadores traçam os seus caminhos, e a dezenas de metros, com ou sem cordas, pelas arribas e através de carreiros entre rochas descem aos pesqueiros.

No campo, em acção e nas paisagens do Sudoeste de Portugal

No campo, em acção e nas paisagens do Sudoeste de Portugal

Texto e fotografia ©Hélio Cristóvão
Revisão técnica por João Matos

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