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Exposição de Fotografia “Vale do Guadiana” – São Domingos

Hotel de São Domingos apresenta:


Exposição de Fotografia “Vale do Guadiana”

Por Hélio Cristóvão

“Alentejo. A imensidão da planície de ondulado suave, onde maior é o silêncio nos campos e as árvores testemunham o tempo, e por vezes apenas há o som da brisa tocante nos ramos e as aves. Onde se sente a virtude da Terra e da paisagem, no Alentejo… o céu é maior. “

O Hotel de São Domingos acolhe a exposição “Vale do Guadiana”, desde o dia 21 de Dezembro de 2010. É com enorme gosto que se apresenta este novo capítulo na mostra de obras de fotografia de Natureza e Paisagens deste Baixo Alentejo.

Em apontamento pessoal, o São Domingos, situado em pleno sossego do campo numa localização privilegiada com acesso junto da aldeia mineira, pela sua arquitectura, envolvência, espaços exteriores e história, é uma obra de arte em si. Não fossem o requinte dos espaços e decoração, ou os motivos originais do antigo Palácio – que após restauro aliou ao estilo antigo, em perfeita harmonia traços mais modernos – Suficientes, é o próprio ambiente, acolhimento e simpatia que o distinguem, todavia, não estivéssemos a falar do Alentejo, em boa verdade… O São Domingos é um local marcante.

Sobre a fotografia do “Vale do Guadiana”:

A mostra de fotografia de Natureza representa a busca dos cenários selvagens na rota do Rio Guadiana e a descoberta das paisagens onde este atravessa as Serras de Mértola e Serpa. Contempla paisagens singulares de planícies, Minas de São Domingos e Pulo do Lobo, assim como composições abstractas dos tesouros naturais do Grande Rio do Sul.

Clique nas imagens para versão maior e descrição:

“Em direcção ao Vale do Guadiana selvagem, ravinas, açudes e antigos moinhos de água no leito a jusante do grande vale do Terges… Lá em baixo é escuro e silencioso. Só se ouvem peixes que por vezes saltam e os sons das aves. Desconhecidos, ainda permanecem os acessos por trilhos nas escarpas ao leito do rio, que serviam de portos pesqueiros na época de pesca do Sável… Encontram-se barcos antigos atracados, cordas nas rochas e autênticas praias com areia depositada nas margens do rio, essencialmente onde o vale curva, por depósito de sedimentos.”

Nota do autor, 22 de Outubro de 2010
Leia uma experiência no Vale do Guadiana:
“No coração do Alentejo Selvagem”

Sobre São Domingos, minas e hotel:

Próximo da antiga mina de pirite e cobre, a maior da Península Ibérica, que se manteve em exploração desde meados do séc. XIX até 1966, o Hotel é a edificação resultante do restauro ao antigo Palácio que servia a administração inglesa, localizado na então zona nobre do povoado. A construção original data de 1875, e assinala os motivos de arquitectura alentejana e pós-vitoriana.

Situado próximo da reserva natural do Vale do Guadiana, é actualmente circunscrito por 5000 hectares de esplêndida planície. Mértola fica a cerca de 18 km. A praia da Tapada Grande localiza-se apenas a aproximadamente 50 m de distância. E é um ponto de partida para as margens do Guadiana selvagem, para percursos por trilhos de Natureza em apelo à descoberta das marcas da antiguidade, construções artesanais, moinhos de água e açudes do Rio.

 

“O São Domingos dispõe de acomodações boutique, combinando decorações alentejanas com estilo vitoriano tardio. Apresenta um observatório privado onde poderá passar noites a observar estrelas e uma reserva de caça.

Os elegantes quartos do Hotel São Domingos incluem uma casa de banho de luxo com banheira de hidromassagem, outros abrem-se para varandas mobiladas com vista para a piscina ou praia fluvial.Os hóspedes podem desfrutar de uma fusão de pratos tradicionais do Baixo Alentejo e de cozinha internacional.

O bar à beira da piscina, Bar Sombra, serve bebidas locais e bebidas espirituosas.

O Centro Holisis do hotel disponibiliza diversas terapias, incluindo massagens orientais, reflexologia e terapia musical. Os peritos profissionais podem aconselhar programas nutricionais.

 

Está a poucos passos do centro da aldeia Mina de São Domingos e há estacionamento privado disponível no local.










A Exposição pode ser visitada em qualquer altura, dentro do horário de funcionamento do hotel.

Links rápidos:

  1. Página do Evento no Facebook
  2. Reportagem de Viagem “Memórias do Guadiana” publicada no website Rotas e Destinos
  3. Página do hotel no Portal de Turismo Hotel Guide

Contactos:

Websites:
www.heliocristovao.net

www.hotelsaodomingos.com

e-mail:
e-mail Hélio Cristóvão

e-mail Hotel São Domingos

FaceBook:
www.facebook.com/hotelsaodomingos

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Parque Natural do Vale do Guadiana. No coração do Alentejo Selvagem

Parque Natural do Vale do Guadiana – O Grande Rio do Sul

Pulo do Lobo - Marmitas de Gigante

Setembro de 2010. Partindo do monte Vale de Milhanos.

O meu entusiasmo pelo Guadiana aumenta, desde há dois anos que o fotografo com certa regularidade sazonalmente. A beleza do estado selvagem de um Alentejo remoto e de natureza intacta, ora de relevos acentuados não propícios à agricultura e conservando a mata original mediterrânica, ora também de planície de montado e cultivo, onde um conjunto de condições tão particulares possibilitam enorme biodiversidade, e sempre sob clima extremo, esta é a paisagem do Sul atravessada pelo Grande Rio.

Querendo fotografar a jusante de Serpa e pelo canal da “corredoira”, até Mértola, no âmbito da exposição de fotografia “Vale do Guadiana” ou projectos futuros, reporto uma incursão ao Rio em 13 de Setembro.

Atravessa-se a Serra de Serpa seguindo o trilho dos vértices geodésicos Perdigoa, Carapetal e Entremeios, atravessando pela passagem a vau a Ribeira de Alfamar, entretanto de leito muito assoreado e seco, e trilhando por terra batida até ao Monte da Neta, delineiam-se vários pontos de passagem para um outro Grande Rio do Sul. O Guadiana selvagem, com portos de acesso ao leito na margem esquerda pelas encostas escarpadas e remotas. Em pleno coração do Parque Natural do Vale do Guadiana. A beleza é intacta, ocasionalmente é o peixe que salta ou a actividade de ave de rapina que corta o silêncio na “corredoira”, desígnio da actual secção do leito do Guadiana a jusante do Pulo do Lobo. Por cerca de 10 quilómetros, assemelha-se a um canal estreito relativamente às encostas do Vale, escavado pela erosão do antigo fundo do Rio, quando este corria a uma cota superior.

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“Embora captadas com a luz dura da tarde com céu limpo, alta temperatura e Sol intenso, as paisagens têm os contrastes acentuados e sombras rasantes na terra quente.”

Mais informação sobre o Rio Guadiana na Reportagem por David Travassos (clique no link)

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